
Mais de 37 mil famílias rurais de 90 municípios do estado do Piauí fortalecerão seus meios de vida, sua capacidade de geração de renda e de enfrentamento às mudanças climáticas graças ao projeto Sertão Vivo; um investimento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), em colaboração com o Governo do Estado do Piauí, que integra um modelo de investimento em larga escala para ampliar o impacto no Semiárido brasileiro e que inicia hoje sua implementação também no Piauí.
“O Sertão Vivo demonstra o valor dos investimentos em larga escala que conectam sustentabilidade ambiental à geração de renda das famílias rurais, especialmente em contextos de alta vulnerabilidade climática”, afirmou Hardi Vieira, coordenador do Programa Nacional do FIDA no Brasil.
No Piauí, o projeto possui três linhas prioritárias de atuação: a implementação de sistemas produtivos resilientes, como modelos agroecológicos que combinam produção e conservação; a ampliação do acesso à água, por meio de soluções de captação, armazenamento e uso eficiente adaptadas às condições de seca; e o fortalecimento das cadeias produtivas locais. Esta última frente facilitará assistência técnica, fomentará o cooperativismo e contribuirá tanto para a profissionalização dos agricultores familiares quanto para a expansão de atividades econômicas sustentáveis no território.
Entre as principais intervenções destacam-se a implantação de sistemas agroflorestais, que melhoram a fertilidade do solo e ampliam o armazenamento de carbono, e a adoção de tecnologias sociais para a gestão da água, que permitem a cultivos e rebanhos resistirem a padrões irregulares de chuva e períodos prolongados de seca.
Para o FIDA, este projeto representa um avanço estratégico na promoção de soluções sustentáveis para a agricultura familiar no Brasil. Além disso, representa um exemplo de seu novo modelo operacional, que mobiliza financiamento em larga escala de diversas fontes para multiplicar o impacto de investimentos voltados ao meio ambiente e à adaptação às mudanças climáticas, com o objetivo de impulsionar a prosperidade rural por meio da melhoria da renda e da resiliência das famílias.
O Sertão Vivo conta com cofinanciamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Fundo Verde para o Clima (GCF), e destinará R$ 150 milhões (US$ 30,3 milhões) para promover práticas agrícolas resilientes. A execução entre 2025 e 2031 é coordenada pela Secretaria de Assistência Técnica e Defesa Agropecuária (SADA) e pela Secretaria da Agricultura Familiar (SAF), em colaboração com as comunidades locais.
O Sertão Vivo, que iniciou sua implementação no estado do Ceará em 2024, já opera em estados como Bahia, Ceará, Paraíba e Sergipe, com um investimento total superior a R$ 1 bilhão (US$ 202 milhões) para alcançar 250 mil famílias rurais.
Há mais de 40 anos, o FIDA atua no Brasil em parceria com governos estaduais e federal, organizações da sociedade civil, universidades e outros parceiros para promover um desenvolvimento rural sustentável e inclusivo. Os investimentos seguem impulsionando a agricultura familiar, ampliando o acesso à água e fortalecendo a resiliência das comunidades do Semiárido nordestino.
O FIDA consolidou-se como a principal instituição financeira internacional que investe no nordeste brasileiro, especialmente no campo do desenvolvimento rural. Entre 2025 e 2030, o Fundo duplicará seus investimentos no meio rural brasileiro, alcançando US$ 1,1 bilhão, com o objetivo de apoiar 1 milhão de pessoas no país por meio de uma nova carteira de projetos de desenvolvimento.
Nota aos editores:
O escritório regional do FIDA para a América Latina e o Caribe opera na Cidade do Panamá, de onde o Fundo lidera a gestão de programas de desenvolvimento rural, financiamento e apoio às comunidades rurais da região.
O FIDA é uma instituição financeira internacional e um organismo especializado das Nações Unidas, com sede em Roma, onde se encontra o mecanismo central das Nações Unidas para o setor de alimentação e agricultura. O Fundo investe nas populações rurais e, ao empoderar essas pessoas, contribui para a redução da pobreza, o aumento da segurança alimentar, a melhoria da nutrição e o fortalecimento de sua resiliência. Desde 1978, destinou mais de 25 bilhões de dólares americanos em doações e empréstimos em condições concessionais para financiar projetos em países em desenvolvimento.
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Fonte: brasil.un.org